sábado, 14 de janeiro de 2012

Gasto de energia (caminhar, trotar ou correr)...



DISPÊNDIO DE ENERGIA DURANTE A CORRIDA

Os fatores biomecânicos primários que determinam o custo energético da corrida em relação à velocidade entre os mamíferos incluem a magnitude e o ritmo da geração de força muscular para neutralizar a gravidade e para acionar as propriedades elásticas do sistema musculotendinoso. O dispêndio de energia para a corrida foi quantificado de duas maneiras:
1) durante a realização da atividade real;
2) em uma esteira rolante com um controle preciso da velocidade e do grau de inclinação;
Os termos trotar e correr refletem avaliações quantitativas relacionadas à velocidade e à dificuldade. Para velocidades submáximas idênticas, um atleta de endurance corre com um percentual mais baixo do VO2máx que uma pessoa destreinada, apesar de ambos manterem consumos de oxigênio semelhantes durante a corrida. A demarcação entre um trote e uma corrida relaciona-se mais com o nível de aptidão do participante; o trote para uma pessoa pode representar uma corrida para outra.
Independentemente da aptidão, do ponto de vista energético torna-se mais econômico interromper a marcha e começar a correr com velocidades acima de aproximadamente 8 km/h.

ECONOMIA DA CORRIDA RÁPIDA OU LENTA

Por causa da relação linear entre o consumo de oxigênio e a velocidade da corrida, a demanda energética total para percorrer uma determinada distância (em ritmo estável) é aproximadamente a mesma, independentemente da velocidade. Em termos mais simples, ao correr 1 km a uma velocidade de 10 km/h será necessário cerca do dobro de energia por minuto que ao correr a uma velocidade de 5 km/h; com a velocidade maior o corredor completa o quilometro em 3 minutos, porém será necessário o dobro do tempo, ou 6 minutos, ao adotar a velocidade menor. Assim sendo, o custo energético global para percorrer o quilômetro continua sendo aproximadamente o mesmo. Custos energéticos equivalentes por quilômetro (independentemente da velocidade da corrida) são observados não apenas para a corrida horizontal mas também para correr comum grau específico de inclinação que varia de - 45 a + 15%. Durante a corrida horizontal, o custo energético global (excluindo-se a demanda em repouso) por quilograma de peso por quilômetro percorrido é, em média, de 1 kcal ou 1 kcal/kg/km.
Assim sendo, o custo energético global de uma corrida de 1 km para os indivíduos que pesam 78 kg é, em média, de 78 kcal, independentemente da velocidade da corrida. Se for enunciado em termos de consumo de oxigênio (5 kcal = 1 L de Oxigênio), isso corresponde a 15,6 L de oxigênio consumidos por quilômetro. As comparações do custo energético global da locomoção por unidade de distância percorrida para a caminhada e a corrida indicam um maior dispêndio de energia ao correr uma determinada distância.


Fonte: Fisiologia do Exercício (energia, nutrição e desempenho humano).

Abraços.....

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Números de 2011...


2011 já era e não tenho motivos para reclamar. Meu grande objetivo era participar e completar a maratona de Porto Alegre, meta alcançada em 04h03min39seg. Quero dar as boas vindas a 2012, um ano que, certamente, será de muitos desafios.

Abaixo, coloco os números de 2011...

Bike Vicini (speed): 4.227.80km
Bike GTS (montain bike): 1.003.49km
Running: 804km

Abraços...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mensagem 1...

Em época de festas, onde a esperança se renova, não custa nada sonhar. Aliás, acredito que o mundo são daquelas pessoas que sonham e principalmente daquelas que sonham mais.

Monteiro Lobato dizia:
" tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve inicio de outra maneira. Mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum."

E querer um país assim nada tem a ver com meu amor pela bicicleta - ao menos neste caso - e sim pelo fato que desta fmaneira seremos mais civilizados, saudaveis e equilibrados...





Abraços....

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ciclismo no Rio Grande do Sul - 1869...

Gosto de bibliotecas! Mais especificamente o produto que elas oferecem do que o seu sambiente físico e, muitas vezes, humano também. Pois foi numa destas visitas que encontrei um livro que fala do ciclismo no Rio Grande do Sul entre 1869 - 1905, quando as primeiras bicicletas chegaram ao pampa. A história é contada por meio de reportagens da época, fruto de um colecionador apaixonado por esportes que acumulou um riquíssimo acervo. O nome do autor: Henrique Licht.
Abaixo, transcrevo um trecho do livro tal e qual se encontra no mesmo.


ANO DE 1869

*Em Porto Alegre, o sr. Dillon, importador de "objectos americanos" já dispunha de velocípedes para a venda, e seu filho Alfredo, em São leopoldo fazia demonstrações na bicicleta para vender o "CAVALO DE FERRO".

*Carta do sr. Adolpho Pompílio Mabilde dirigida ao diretor do CORREIO DO Caldas júnior, publicada na edição de 08/12/1907, na coluna "Sport reminiscencias" por Augusto Sá:

"Em 1869, estava eu em companhia de meu cunhado Pedro Petersen, estabelecido com officina mechanica na então Colonia Santa Cruz, de onde em fins do mesmo anno tive de ir a S. Leopoldo, e foi ahi que então ví pelas ruas o primeiro cyclista que foi o sr. Alfredo Dillon, em viagem de reclames para velocípedes e objectos americanos, com os quaes negociava o velho Dillon (pae de Alfredo) estabelecido em Porto Alegre.
Ahi, vi o tal velocípede que fez furor, pois alguns chegavam a dizer que este homem (o cyclista) – tinha parte com o diabo, porque corria numa machina em que não se via “ninguém puchar à frente ou empurrar atrás”, e que corria ligeiro como o raio, e o peior de tudo era – ter sómente duas rodas – uma atraz da outra! Como a curiosidade era geral, é certo que eu também admirei o cyclista, em posição correcta, montar uma machina desconhecida em geral. Segui-o com a vista e vendo que se dirigia para o vapor BRAZILEIRO, que nesse dia seguia para Porto Alegre, apertei os passos e fui também a bordo, onde pedi licença e algumas explicações ao referido Sr. Dillon, que, muito attencioso, mostrou-me o seu CAVALO DE FERRO. Pelas explicações e pelo meu exame, vi que não se precisava de pactuar com o diabo, para se andar em tal machina, da qual tomei as precisas notas, com o propósito de construir uma imitante, quando voltasse à minha officina em Santa Cruz.
Este 1º velocípede era muito simples. Na frente, uma roda com 90 ctms, e atraz outra menor com 80 ctms de diâmetro, as quaes, feitas de madeira com arco de ferro, para aperto das cambotas, eram bem feitas e leves em relação a resistência. A viga curva, em que havia a sella sobre comprida mola de aço chato, era mássica, de ferro forjado. Assim, o resto da ferragem,, exceptuando a buxa em que girava a GIA, que era de ferro fundido maleável.
Nas manivellas, que eram fixadas directamente sobre os extremos do eixo da roda grande, tinha os pedaes de madeira torneada em fórma de carretéis com os de linha, girando sob espiga de ferro, etc. a pintura era toda de vermelhão, com listras brancas e envernizado. Eram estes, se dúvida, o primeiro velocípede e cyclista que antes de ir a S. Leopoldo andou em Porto Alegre, no referido anno de 1869, e, se não me engano, fui eu o segundo, e meu irmão o terceiro. No mesmo anno, porém, nós fomos o segundo e terceiro em Santa Cruz, porque logo que voltei a minha officina, contei ao meu sócio o que tinha visto, e tanto este como eu, co afflicção apromptamos em pouco tempo um velocípede. Mas que velocípede!... Uma verdadeira machina infernal! As rodas, muito brutas, de angico vermelho, tinham, a da frente, 85 ctms, e, a posterior, 80 ctms de diâmetro. A viga era também de angico e recta.
As ferragens eram, em geral, muito pesadas. Em logar de sella, servia um lombilho velho, etc..,etc. Comtudo, isto serviu para matar o desejo e para ensinar a montar de bicycleta. Nessa machina atrevi-me a andar, de dia claro, em fins de dezembro, no dito anno de 1869, nas ruas de Santa Cruz, onde esta machina infernal foi muito admirada.
Mas não foi sem grandes difficuldades e esfoladelas dos muitos trambulhões, que levei, antes de aprender, que consegui o meu desejo. Por mal dos pecados, esquecendo-me de collocar um estribo que facilitasse montar, ficava obrigado, sempre que tinha de partir, a dar um certo pulo para montar.
Ora isto, para um principiante como eu era, o tombo era certo, e, então, para evitar o tal pulo, servia-me de um companheiro que firmasse a machina, e que me ajudasse ainda no movimento. Mas, mesmo assim, as embrulhadas e os trambulhões não faltavão, principalmente em noites escuras, que eram as horas escolhidas por mim, para não servir de riso a outros, enquanto ensaiava até conseguir o meu fim. Mais tarde, apezar do velocípede já estar um tanto desengonçado o meu irmão Emilio aprendeu também a montal-o regularmente, e, por muito tempo, viajou em dito velocípede, até que, por fim, era preciso pol-o de molho na véspera do dia que devia de servir, com o fim de inchar as madeiras e firmar assim as juntas. Mesmo assim, porém, a cousa bamboleava, fazeno coleios com as cobras, isto é, quando a roda da frente pendia para a direita, e de traz pendia para a esquerda, e vice-versa, mudando de posições bruscamente. Entretanto, depois de construído outro melhor, Fo este abandonado e guardado.
De volta a porto Alegre em 1873, ainda conseguimos (eu e Emilio) o mesmo velocípede do sr. Dillon, cujo typo de machina foi doa poucos objetos salvados do incêndio da referida casa de negócio do velho Dillon.
Essa machina, depois de pequenos reparos, serviu-nos por muito tempo e, enquanto não havia melhores, construímos outras diversas bicycletas (porém já muito melhoradas) nas quaes andamos aqui, em Porto Alegre, até ao anno de 1886. Estas, porém, abandonamos, também naquelle anno, porque as novas que tinham vindo da Europa, já em 1895, eram mais leves e muito mais perfeitas. Noto, porém que não andamos seguido todo este tempo de bicycleta aqui em Porto Alegre, por termos andado, muitas vezes de viagem fora do Estado etc.
É esta sem duvida a verdadeira historia da 1º perpetração cycloviaria em Porto Alegre.”


Abraços...

domingo, 27 de novembro de 2011

Desempenho...

Todo ciclista, independente da categoria que se encontra (profissional, amador ou recreativo), tem um objetivo em comum: melhorar o desempenho. Ninguém se acorda às 5hs da manhã apenas para pedalar por pedalar. Cada um tem seus objetivos e melhorar o próprio desempenho é uma ferramenta importante para manter o atleta motivado durante os treinamentos ou passeios. O texto abaixo aborda algumas alternativas para melhorar o desempenho em cima da bike.



DESEMPENHO: TREINAMENTO OU EQUIPAMENTO?

Acreditamos que a maioria dos leitores tenha uma dúvida em comum. Como melhorar o desempenho, tendo o melhor custo-benefício entre tempo e dinheiro?
O desempenho no ciclismo não depende unicamente de fatores fisiológicos, que influenciam a produção de energia mecânica. Elementos externos (equipamentos) e os fatores ambientais também afetam diretamente a performance do ciclista.
Citamos nesta edição o estudo de Asker E. Jeukendrup, do Laboratório de Performance do Instituto de Esporte e Ciência do Exercício da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, que demonstrou quais fatores influenciaram as melhorias no desempenho de ciclistas em um trecho de 40 km cronometrados.
Segundo o autor, entre as várias formas de melhorar o desempenho do ciclista, o treinamento é a primeira e mais óbvia maneira de aumentar a produção de energia. A previsão de melhora da performance a partir do treinamento é de 1% a 10% (1 a 7 minutos). O estudo prevê que a exposição em alta altitude ( o autor não cita o tempo necessário nem como a exposição é realizada), por si só, gera uma melhora de 23 a 34 segundos, no trecho estudado.
A hidratação por meio de bebidas isotônicas aumenta o desempenho de 32 a 42 segundos; a ação da cafeína, em doses entre 225 mg e 320 mg diárias, melhora o desempenho entre 55 a 84 segundos em 40 km, resultando em uma concentração urinária de 5 mg/l, abaixo do limite estipulado pelo Comitê Olímpico Internacional, que é de 12 mg/l.
Outra forma de melhorar o desempenho é diminuir o arrasto aerodinâmico. No estudo, em velocidade igual a 45,83 km/h com 372 watts em ambiente controlado, o ciclista assumiu uma posição mais agressiva, diminuindo em 0,015 cm² seu arrasto, assim, a velocidade passou para 46,72 km/h, diminuindo 1 minuto no tempo total, nos mesmos 372 watts.
O quadro da bicicleta com características aerodinâmicas aumentou o desempenho dos ciclistas em 26 segundos. Além disso, o conjunto de rodas interferiu de maneira relevante. Rodas aerodinâmicas melhoram o desempenho de 60 a 82 segundos.
A partir desta análise, torna-se evidente que o treinamento é o fator mais relevante, mas grandes melhorias podem ser obtidas por meio de pequenas alterações na posição corporal. Segundo o autor, a ordem dos fatores que influenciam o desempenho do ciclista:
FATORES EXTERNOS
1º Peso corporal
2º Posição aerodinâmica
3º Roupa
4º Quadro da bicicleta
5º Conjunto de rodas
FATORES INTERNOS
1º Treinamento
2º Exposição a alta altitude
3º Carboidrato
4º Cafeína
Dependendo da disponibilidade de tempo e recursos financeiros, os ciclistas têm de tomar decisões sobre a melhor forma de alcançar o desepenho desejável.

Fonte: Revista Vo2. Setembro de 2009, Ed 48.


Abraços....