quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mensagem 1...

Em época de festas, onde a esperança se renova, não custa nada sonhar. Aliás, acredito que o mundo são daquelas pessoas que sonham e principalmente daquelas que sonham mais.

Monteiro Lobato dizia:
" tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve inicio de outra maneira. Mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum."

E querer um país assim nada tem a ver com meu amor pela bicicleta - ao menos neste caso - e sim pelo fato que desta fmaneira seremos mais civilizados, saudaveis e equilibrados...





Abraços....

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ciclismo no Rio Grande do Sul - 1869...

Gosto de bibliotecas! Mais especificamente o produto que elas oferecem do que o seu sambiente físico e, muitas vezes, humano também. Pois foi numa destas visitas que encontrei um livro que fala do ciclismo no Rio Grande do Sul entre 1869 - 1905, quando as primeiras bicicletas chegaram ao pampa. A história é contada por meio de reportagens da época, fruto de um colecionador apaixonado por esportes que acumulou um riquíssimo acervo. O nome do autor: Henrique Licht.
Abaixo, transcrevo um trecho do livro tal e qual se encontra no mesmo.


ANO DE 1869

*Em Porto Alegre, o sr. Dillon, importador de "objectos americanos" já dispunha de velocípedes para a venda, e seu filho Alfredo, em São leopoldo fazia demonstrações na bicicleta para vender o "CAVALO DE FERRO".

*Carta do sr. Adolpho Pompílio Mabilde dirigida ao diretor do CORREIO DO Caldas júnior, publicada na edição de 08/12/1907, na coluna "Sport reminiscencias" por Augusto Sá:

"Em 1869, estava eu em companhia de meu cunhado Pedro Petersen, estabelecido com officina mechanica na então Colonia Santa Cruz, de onde em fins do mesmo anno tive de ir a S. Leopoldo, e foi ahi que então ví pelas ruas o primeiro cyclista que foi o sr. Alfredo Dillon, em viagem de reclames para velocípedes e objectos americanos, com os quaes negociava o velho Dillon (pae de Alfredo) estabelecido em Porto Alegre.
Ahi, vi o tal velocípede que fez furor, pois alguns chegavam a dizer que este homem (o cyclista) – tinha parte com o diabo, porque corria numa machina em que não se via “ninguém puchar à frente ou empurrar atrás”, e que corria ligeiro como o raio, e o peior de tudo era – ter sómente duas rodas – uma atraz da outra! Como a curiosidade era geral, é certo que eu também admirei o cyclista, em posição correcta, montar uma machina desconhecida em geral. Segui-o com a vista e vendo que se dirigia para o vapor BRAZILEIRO, que nesse dia seguia para Porto Alegre, apertei os passos e fui também a bordo, onde pedi licença e algumas explicações ao referido Sr. Dillon, que, muito attencioso, mostrou-me o seu CAVALO DE FERRO. Pelas explicações e pelo meu exame, vi que não se precisava de pactuar com o diabo, para se andar em tal machina, da qual tomei as precisas notas, com o propósito de construir uma imitante, quando voltasse à minha officina em Santa Cruz.
Este 1º velocípede era muito simples. Na frente, uma roda com 90 ctms, e atraz outra menor com 80 ctms de diâmetro, as quaes, feitas de madeira com arco de ferro, para aperto das cambotas, eram bem feitas e leves em relação a resistência. A viga curva, em que havia a sella sobre comprida mola de aço chato, era mássica, de ferro forjado. Assim, o resto da ferragem,, exceptuando a buxa em que girava a GIA, que era de ferro fundido maleável.
Nas manivellas, que eram fixadas directamente sobre os extremos do eixo da roda grande, tinha os pedaes de madeira torneada em fórma de carretéis com os de linha, girando sob espiga de ferro, etc. a pintura era toda de vermelhão, com listras brancas e envernizado. Eram estes, se dúvida, o primeiro velocípede e cyclista que antes de ir a S. Leopoldo andou em Porto Alegre, no referido anno de 1869, e, se não me engano, fui eu o segundo, e meu irmão o terceiro. No mesmo anno, porém, nós fomos o segundo e terceiro em Santa Cruz, porque logo que voltei a minha officina, contei ao meu sócio o que tinha visto, e tanto este como eu, co afflicção apromptamos em pouco tempo um velocípede. Mas que velocípede!... Uma verdadeira machina infernal! As rodas, muito brutas, de angico vermelho, tinham, a da frente, 85 ctms, e, a posterior, 80 ctms de diâmetro. A viga era também de angico e recta.
As ferragens eram, em geral, muito pesadas. Em logar de sella, servia um lombilho velho, etc..,etc. Comtudo, isto serviu para matar o desejo e para ensinar a montar de bicycleta. Nessa machina atrevi-me a andar, de dia claro, em fins de dezembro, no dito anno de 1869, nas ruas de Santa Cruz, onde esta machina infernal foi muito admirada.
Mas não foi sem grandes difficuldades e esfoladelas dos muitos trambulhões, que levei, antes de aprender, que consegui o meu desejo. Por mal dos pecados, esquecendo-me de collocar um estribo que facilitasse montar, ficava obrigado, sempre que tinha de partir, a dar um certo pulo para montar.
Ora isto, para um principiante como eu era, o tombo era certo, e, então, para evitar o tal pulo, servia-me de um companheiro que firmasse a machina, e que me ajudasse ainda no movimento. Mas, mesmo assim, as embrulhadas e os trambulhões não faltavão, principalmente em noites escuras, que eram as horas escolhidas por mim, para não servir de riso a outros, enquanto ensaiava até conseguir o meu fim. Mais tarde, apezar do velocípede já estar um tanto desengonçado o meu irmão Emilio aprendeu também a montal-o regularmente, e, por muito tempo, viajou em dito velocípede, até que, por fim, era preciso pol-o de molho na véspera do dia que devia de servir, com o fim de inchar as madeiras e firmar assim as juntas. Mesmo assim, porém, a cousa bamboleava, fazeno coleios com as cobras, isto é, quando a roda da frente pendia para a direita, e de traz pendia para a esquerda, e vice-versa, mudando de posições bruscamente. Entretanto, depois de construído outro melhor, Fo este abandonado e guardado.
De volta a porto Alegre em 1873, ainda conseguimos (eu e Emilio) o mesmo velocípede do sr. Dillon, cujo typo de machina foi doa poucos objetos salvados do incêndio da referida casa de negócio do velho Dillon.
Essa machina, depois de pequenos reparos, serviu-nos por muito tempo e, enquanto não havia melhores, construímos outras diversas bicycletas (porém já muito melhoradas) nas quaes andamos aqui, em Porto Alegre, até ao anno de 1886. Estas, porém, abandonamos, também naquelle anno, porque as novas que tinham vindo da Europa, já em 1895, eram mais leves e muito mais perfeitas. Noto, porém que não andamos seguido todo este tempo de bicycleta aqui em Porto Alegre, por termos andado, muitas vezes de viagem fora do Estado etc.
É esta sem duvida a verdadeira historia da 1º perpetração cycloviaria em Porto Alegre.”


Abraços...

domingo, 27 de novembro de 2011

Desempenho...

Todo ciclista, independente da categoria que se encontra (profissional, amador ou recreativo), tem um objetivo em comum: melhorar o desempenho. Ninguém se acorda às 5hs da manhã apenas para pedalar por pedalar. Cada um tem seus objetivos e melhorar o próprio desempenho é uma ferramenta importante para manter o atleta motivado durante os treinamentos ou passeios. O texto abaixo aborda algumas alternativas para melhorar o desempenho em cima da bike.



DESEMPENHO: TREINAMENTO OU EQUIPAMENTO?

Acreditamos que a maioria dos leitores tenha uma dúvida em comum. Como melhorar o desempenho, tendo o melhor custo-benefício entre tempo e dinheiro?
O desempenho no ciclismo não depende unicamente de fatores fisiológicos, que influenciam a produção de energia mecânica. Elementos externos (equipamentos) e os fatores ambientais também afetam diretamente a performance do ciclista.
Citamos nesta edição o estudo de Asker E. Jeukendrup, do Laboratório de Performance do Instituto de Esporte e Ciência do Exercício da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, que demonstrou quais fatores influenciaram as melhorias no desempenho de ciclistas em um trecho de 40 km cronometrados.
Segundo o autor, entre as várias formas de melhorar o desempenho do ciclista, o treinamento é a primeira e mais óbvia maneira de aumentar a produção de energia. A previsão de melhora da performance a partir do treinamento é de 1% a 10% (1 a 7 minutos). O estudo prevê que a exposição em alta altitude ( o autor não cita o tempo necessário nem como a exposição é realizada), por si só, gera uma melhora de 23 a 34 segundos, no trecho estudado.
A hidratação por meio de bebidas isotônicas aumenta o desempenho de 32 a 42 segundos; a ação da cafeína, em doses entre 225 mg e 320 mg diárias, melhora o desempenho entre 55 a 84 segundos em 40 km, resultando em uma concentração urinária de 5 mg/l, abaixo do limite estipulado pelo Comitê Olímpico Internacional, que é de 12 mg/l.
Outra forma de melhorar o desempenho é diminuir o arrasto aerodinâmico. No estudo, em velocidade igual a 45,83 km/h com 372 watts em ambiente controlado, o ciclista assumiu uma posição mais agressiva, diminuindo em 0,015 cm² seu arrasto, assim, a velocidade passou para 46,72 km/h, diminuindo 1 minuto no tempo total, nos mesmos 372 watts.
O quadro da bicicleta com características aerodinâmicas aumentou o desempenho dos ciclistas em 26 segundos. Além disso, o conjunto de rodas interferiu de maneira relevante. Rodas aerodinâmicas melhoram o desempenho de 60 a 82 segundos.
A partir desta análise, torna-se evidente que o treinamento é o fator mais relevante, mas grandes melhorias podem ser obtidas por meio de pequenas alterações na posição corporal. Segundo o autor, a ordem dos fatores que influenciam o desempenho do ciclista:
FATORES EXTERNOS
1º Peso corporal
2º Posição aerodinâmica
3º Roupa
4º Quadro da bicicleta
5º Conjunto de rodas
FATORES INTERNOS
1º Treinamento
2º Exposição a alta altitude
3º Carboidrato
4º Cafeína
Dependendo da disponibilidade de tempo e recursos financeiros, os ciclistas têm de tomar decisões sobre a melhor forma de alcançar o desepenho desejável.

Fonte: Revista Vo2. Setembro de 2009, Ed 48.


Abraços....



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sindrome do Trato Iliotibial...

Antes mesmo de iniciar meus treinamentos para maratona de Porto Alegre 2011, a cada corridinha leve de 2 ou 3 km meu joelho avisava que algo não estava bem, musculatura e estruturas articulares não estavam em sintonia.




Pois bem, após alguns exames de imagens pouco esclarecedores sobre o problema e muita leitura sobre os sintomas apresentados chegamos, meu médico e eu, a um diagnóstico: SINDROME DO TRATO ILIOTIBIAL (também conhecido como joelho de corredor). Imediatamente, e em casa, iniciei um programa de fortalecimento muscular com o objetivo que reequilibrar minha musculatura. Paralelo a isto, utilizava alongamentos e crioterapia (aplicação de gelo) como parte do tratamento.




O resultado deste processo todo? 04h03m48s na maratona e meu joelho esquerdo sem nenhum sinal da tal síndrome. Mas como nem tudo são rosas, a mesma dor agora perturba meu joelho direito. Abaixo, coloco um material explicativo da dita cuja.

SINDROME DO TRATO ILIOTIBIAL

INTRODUÇÃO




Síndrome da Trato Iliotibial (STIT) é uma lesão inflamatória aguda observado em ciclistas, corredores (também conhecida com joelho do corredor) e esportistas de longa distância, principalmente quando o mecanismo do esporte envolve flexões repetidas dos joelhos. Provoca dor do lado de fora do joelho um pouco acima da superfície articular. Raramente é grave a ponto de necessitar tratamento cirúrgico, mas pode ser extremamente desconfortável e afastar os atletas de suas atividades.

ANATOMIA






O Trato Íliotibial (TIT) é uma fáscia longa localizada na face lateral da coxa. Origina-se de um pequeno feixe muscular no osso ilíaco na pelve onde é denominado de tensor da fáscia lata. Transcorre toda extensão lateral da coxa e insere-se abaixo da superfície articular do joelho em uma região denominada de Tubérculo de Gerdy (região ântero lateral e proximal da tíbia).
Anatomicamente a parte mais distal do trato ílio tibial passa sobre a borda externa do côndilo femoral lateral. Este trato sofre atrito com a parte óssea lateral do fêmur quando o joelho flete a aproximadamente 30°. A sobrecarga e o atrito repetido desta estrutura contra o osso provocam a inflamação da fáscia.
A bursa é um saco cheio de fluido (almofada) que protege as articulação de traumas e atritos. Essas bursas estão presentes entre músculos e tendões que deslizam um contra outro. Nessa localização a bursa repousa entre o côndilo femoral e o trato ílio tibial. Normalmente, esta bursa permite que o tendão deslize suavemente para frente e para trás ao longo da borda do côndilo femoral quando ocorre a flexão e extensão do joelho.


CAUSAS

O TIT desliza para frente e para trás sobre o côndilo femoral lateral do joelho quando este movimenta-se em flexão e extensão. Normalmente, este não é um problema. Mas a bursa entre o côndilo femoral lateral e do TIT pode tornar-se irritada e inflamada se este esteja comprimido sobre o côndilo femoral com os movimentos repetidos do joelho. Estes podem incluir caminhadas, corridas, ciclismo e principalmente corridas de longa duração.
É uma patologia causada geralmente por “overuse” (excesso de atividades). Está associada ao tempo (duração) e velocidade das atividades realizadas. Através desses movimentos repetitivos a bursa pode tornar-se inflamada e os sintomas de dor associam-se principalmente durante as atividades esportivas.
Alguns especialistas acreditam que o problema acontece quando os joelhos são arqueados para fora (genovaro), quando os tênis estão mais gastos do lado externo ou quando pratica-se atividades físicas em terrenos angulados. Outros consideram que certos tipos de pé, tais como pé pronados são causas dessa patologia. Pronação do pé ocorre quando o pé perde o arco longitudinal medial (pé chato).
Recentemente especialistas constataram que corredores que possuem um enfraquecimento muscular do glúteo médio no quadril são mais suscetíveis a ter a STIT. Esse fato deve-se ao fato de o glúteo médio ser responsável pelos movimentos rotatórios do quadril.
O genovaro faz com que o côndilo femoral lateral fique mais proeminente usando atrito dessas estruturas o que em casos mais graves pode causar um espessamento (fibrose) do trato intensificando os sintomas.




São causas comuns do surgimento da Síndrome do Trato Iliotibial:
· Encurtamento da banda iliotibial;
· Fraqueza do músculo glúteo médio e maior ativação do músculo tensor da fáscia lata;
· Aumento abruto da intensidade do treinamento - treinamento sem orientação de um profissional;
· Pronação excessiva dos pés;
· Calçado inadequado para seu tipo de pé;
· Posicionamento incorreto dos pés no pedal da bike – uma dica é posicionar o pedal com o calcanhar aproximadamente 6° para fora
· Altura incorreta do banco da bike;
· Corrida em terrenos irregulares, subidas e descidas em excesso;
· Joelho varo (arqueado para fora), torção tibial ou epicôndilo lateral do fêmur anormalmente saliente.




SINTOMAS






Quais as queixas principais?Os sintomas da síndrome ITB geralmente começam com dor na face lateral do joelho um pouco acima da superfície articular. A dor intensifica-se durante uma atividade física repetitiva, podendo fazer com que o praticante desista de seu treino. Com a piora do quadro inflamatório (bursite), a dor pode irradiar-se para a face lateral da coxa e para baixo (face lateral da perna). Os pacientes por vezes relatam um estalido na face externa do joelho.



DIAGNÓSTICO




Como vai o meu médico saber que é STIT? O diagnóstico geralmente pode ser realizado sem qualquer exame ou teste complicado. O seu médico através da história e exame físico deve pensar nessa possibilidade. Alguns diagnósticos diferenciais devem ser descartados e devido a isso é que os exames de imagem auxiliam muito. Raios-X podem ser realizados para se certificar de que não existem outras lesões que poderiam estar aumentando o problema. Em casos agudos o Rx é normal. Pode aparecer um leve aumento das partes moles laterais.



Se houver dúvida quanto ao diagnóstico, ou se você ainda está tendo problemas após tentativas conservadoras de tratamento, uma ressonância magnética deve ser realizada. A RM pode mostrar se há problemas associados como a lesões condrais, meniscais e ligamentares.




TRATAMENTO




O que pode ser feito para a melhora do quadro ? Tratamento Conservador. A maioria dos casos pode ser tratada com medidas simples. Na primeira tentativa de melhora utilizam-se medicação antinflamatória, gelo e ultra-som como métodos antinflamatórios. Pode ser necessária a prescrição de fisioterapia, onde os problemas que estão causando os sintomas serão avaliados e tratados. Alongamento e fortalecimento são as bases do tratamento conservador.



Para o alívio local pode-se utilizar braces (imobilizadores tipo cintas). É muito importante avaliar o tipo de pisada, tipo de tênis utilizado no esporte. O equilíbrio da marcha pode ser modificado com tênis especiais etc... Após o tratamento anti álgico o fisioterapeuta provavelmente irá orientar sobre a sua atividade esportiva e pode lhe dar dicas sobre o aquecimento, alongamentos, calendário de treinamento, calçado, opções de terreno, etc.... Se os sintomas persistirem o seu médico pode sugerir uma injeção de cortisona na bursa. Cortisona é uma poderosa medicação anti-inflamatória que pode ajudar a reduzir a inflamação e tira a dor.




E o que fazer quando a dor desaparecer?






● Uso de gelo no local – 20 min 3 x /dia



● Tente encontrar dentre as causas a que pode estar acontecendo com você e procure corrigi-las;



● Faça um alongamento suave do trato iliotibial e do ventre do tensor da fáscia lata;



● Procure um profissional adequado (médico e fisioterapeuta do esporte) para um exame clínico preciso e possíveis exames complementares para confirmação do diagnóstico.




A cirurgia é raramente necessária para corrigir problemas no TIT. Essa consiste em remover a bursa e liberar e alongar o TIT apenas o suficiente para que o atrito seja reduzido quando o joelho é movimentado e alongado.



REABILITAÇÃO




O que devo esperar após o tratamento? Após tratamento conservador você deve ser capaz de regressar às atividades normalmente dentro de quatro a seis semanas. Você pode ser acompanhado por um fisioterapeuta durante este tempo. Um elemento-chave do tratamento é a cronologia de treinamento (programação). Fortalecimento e alongamentos musculares são escolhidos para corrigir desequilíbrios, como a fragilidade no músculo glúteo médio ou o encurtamento do TIT.



Os tratamentos, tais como ultra-som, massagem de fricção e gelo pode ser usado para melhorar a inflamação aguda. Após a cirurgia você terá um período de repouso, que pode envolver o uso de muletas. Você também irá necessitar de um cuidadoso e gradual retorno aos programas de exercício. Um acompanhamento fisioterápico é muito importante para graduar os retornos as atividades conforme a cicatrização local e alívio dos sintomas.
Quando voltar a correr? O objetivo da reabilitação é o de você retornar ao seu esporte ou atividade o mais rápido e seguramente possível. Se você retornar muito cedo poderá piorar a sua lesão, o que poderia levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões a uma velocidade diferente. Retornar à corrida será determinado por quão cedo o seu joelho se recupere, não por quantos dias ou semanas se passaram desde a ocorrência da sua lesão.
Geralmente, quanto mais tempo você tiver sintomas da lesão e não for ao médico para começar o tratamento, mais tempo levará para melhorar. Você poderá seguramente retornar à corrida quando começando do topo da lista e progressivamente até o final, cada dos seguintes for verdade:
· Dobrar e esticar totalmente o seu joelho sem sentir dor.
· Seu joelho e perna recuperarem a força normal em comparação ao joelho e perna não lesionados.
· Correr em linha reta sem sentir dor ou mancar.
· Correr em linha reta a toda velocidade sem mancar.
· Seu joelho não estiver inchado.
· Fazer viradas bruscas ou abruptas a 45º.
· Fazer viradas bruscas ou abruptas a 90º.
· Você puder correr fazendo o oito de 18 metros.
· Correr fazendo o oito de 9 metros.
· Pular com ambas as pernas sem sentir dor e puder pular com a perna lesionada sem sentir dor.


Abraços...

























segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Escolhas...




Este texto fala sobre escolhas, valores, critérios e prioridades durante nossa vida. A história abaixo, ao meu ver, se transporta perfeitamente para o nosso dia dia, são aqueles momentos onde não podemos mais adiar a escolha, é - ou são - momentos decisivos e muitas vezes sem volta. Pode ser que você interprete e encontre outros significados, mas a ideia central do texto é apenas uma e a pergunta que não cala é a seguinte...



O QUE REALMENTE IMPORTA...

Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.
Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! - disse o soberano ao se despedir.

Assim, o jovem preparou o seu alforje,
escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e
valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas
esperanças.

Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal.

Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.

- Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém.
- Não me importo - respondeu ele - Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!

Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada. O
jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "Cuida do mais importante!"
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, frequentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada,onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
- Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.

O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.

Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio e candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".




Em um mundo cada vez mais alucinado não é difícil confundir nossas reais prioridades. Por isso, pare ao menos alguns instantes do seu dia, fique em silêncio e então reflita....


O QUE REALMENTE IMPORTA PARA VOCÊ?


Abraços...